Quinta-feira, Novembro 12, 2009

NEM HITLER AGUENTA A UNIBAN

Esse vídeo é divertidíssimo! Título: A QUEDA DA UNIBAN.
Não perca!
(Se sua conexão for lenta, dê pausa e aguarde o carregamento para assistí-lo sem as irritantes paradinhas!)
*

*
E por falar em blecaute, os paraguaios afirmam que foi a CESP do Serra a causadora do problema.
Clique no link da BBC Brasil para ler:
*
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091110_apagao_paraguai_mc_np.shtml

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

GÊMEOS, MÓRBIDA SEMELHANÇA


Caetano Cardoso ou Fernando Veloso?
Gêmeos univitelinos? Tanto faz!

Caetano poeta é ótimo! Mas quando fala de política é sempre um desastre. Já o FHC é um desastre na sociologia, foi um desastre na presidência e como político, bem, continua sendo um desastre!
Após as besteiras que o Caetano Cardoso disse sobre Lula, o Superbacana resolveu emendar dizendo que "O cara" é "brilhante"!

Leiam a seguir o trecho da entrevista que deu hoje no Estadão:

*

"Essa entrevista que saiu no Estadão deu a impressão, do jeito que tá escrito aí, que eu tava falando de uma maneira grosseira, como se eu quisesse ofender Lula. Mas, de jeito nenhum. Primeiro, as coisas que eu falei dele não são ofensivas. Eu apenas estava fazendo uma comparação. E, depois, eu apenas me referi a essas características porque são características que ele tem e que a Marina não tem. Eu quis explicar à jornalista que tava me entrevistando porque que tinha dito que Marina é Obama e Lula não. Ela não entendeu a comparação com Obama. Então eu expliquei. Diferentemente de Lula, que fala como analfabeto, Marina é como Obama. Fala bem, escreve bem. E o Lula não se preparou para isso. Isso é verdade. Ele é bacana, ele é brilhante*. Não precisa, não, não falar como analfabeto para ser brilhante. Não precisa, sei lá, uma formação universitária. Não precisa, não precisa. O Lula é um grande nome hoje. Na verdade, internacionalmente, Lula é mais bem sucedido que Obama. É uma figura que tem se afirmado mais historicamente do que Obama, até aqui. Mas eu não me incomodo que tenha saído assim, porque eu não gosto dessa mania de que todo mundo tem que adular Lula. Isso é pior do que tudo. Eu não quero adular o Lula."
*

Meu comentário: Sei lá, sabe! Antes tarde do que nunca!...rs
* Grifo meu

Sábado, Novembro 07, 2009

O RISO É A MELHOR TERAPIA!


Charge do Aroeira
*
Do Desabafo Brasil

*



Sexta-feira, Novembro 06, 2009

JAZZ, JAZZ, JAZZ!

A seguir, um encontro inesquecível entre os saxtenores Stan Getz e John Coltrane, Oscar Peterson ao piano, Thelonius Monk no baixo e Coleman Hawkins na bateria.
Um deslumbre!
Até porque ninguém é de ferro!
*

Domingo, Novembro 01, 2009

ENGOLE ESSA, FHC!

O batráquio ex-presidente banha-se nas águas pútridas do Rio Tietê - o rio que sai diretamente da latrina de seu pupilo, Serra,
o Terror dos Pedágios!
*
Lula recebe prêmio por atuação na política econômica e social
*
Na próxima quinta-feira, 5 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe em Londres, Inglaterra, prêmio concedido pela Chathan House como forma de reconhecimento por sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.
*

A Chatham House, instituto de assuntos internacionais do Reino Unido, concede o prêmio anualmente e premia Lula como forma de reconhecimento por sua atuação no sentido de reduzir a pobreza no Brasil por meio de políticas econômicas que mantiveram o equilíbrio fiscal e evitaram o aumento da inflação.

O site da Chatham House cita também a atuação de Lula na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti, além do fortalecimento da inserção do Brasil no cenário global e sua atuação para fomentar o consenso nos foros multilaterais econômicos e comerciais.

O presidente Lula estará em Londres nos dias 4 e 5 e, além da premiação, terá encontros com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e com a rainha Elizabeth II.

Fonte: Agência Brasil


Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Arrombaram a web: como a classe C faz a sua revolução na internet

Não bastasse puxar a economia do país para frente, a classe C está dando um show na internet. Promovida à classe média emergente, comprou computador, arrumou banda larga e está mandando ver online.

Por Sandra Carvalho, na Info Online

Quem você acha que infla os números brasileiros do Orkut (27,3 milhões de visitantes únicos em julho) ou mantém a atividade febril do MSN, com seus 32,1 milhões de usuários, conforme foram registrados pelo Ibope Nielsen Online?

No final de 2008, a penetração da internet na classe C chegava a 39%, segundo dados da TGI Brasil. A projeção do IAB, bureau de publicidade interativa, é que até dezembro chegue a 45%. Assim, quase uma de cada duas pessoas emergentes surfará na web até o final do ano.

Essa penetração de 45% pode não ser lá essas coisas — nas classes A e B, 76% já estão na internet hoje. Mas como a classe C, hoje em dia, é a maior do país, qualquer ponto porcentual na internet causa um maremoto, não uma marolinha.

No início deste ano, a Fundação Getúlio Vargas estimava em 97,2 milhões de pessoas essa turma ascendente — gente com renda familiar mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.561. Com a chacoalhada da crise, uma parcela pode ter despencado da classe C para a D — mas esse movimento está longe de ser dramático, porque são os emergentes, e não os ricos, os mais resistentes à crise atual.

Ao mergulhar na web, a classe C expande os números totais da internet brasileira de forma impressionante. Mais uma projeção do IAB: devemos chegar a 68,5 milhões de pessoas na internet no Brasil dentro de quatro meses.

Não é nada, não é nada, estaremos incorporando, este ano, 6,2 milhões de internautas, ou seja, mais que uma Dinamarca inteira, e isso só contando quem tem mais de 16 anos de idade.

E não estou falando de internauta desinteressado. Nós, brasileiros, já atingimos a marca de 30 horas por mês na web, quando se mede o uso da rede nas casas, de acordo com os dados do Ibope Nielsen Online.

Para alimentar essa expansão, foram vendidos 12 milhões de computadores em 2008 e outros 4,8 milhões no primeiro semestre deste ano, conforme os cálculos da Abinee, a associação brasileira da indústria elétrica e eletrônica. A banda larga deu em 2008 um salto de 45,9% em relação a 2007, conforme os dados do Barômetro Cisco, elaborado pelo IDC.

As conexões saltaram de 8 milhões para 11,8 milhões, com graus variáveis de qualidade, mas de qualquer forma com velocidade maior que a das linhas discadas. Vivemos finalmente um círculo virtuoso em que praticamente todo mundo ganha, e ninguém perde.

Se a massificação do ensino nos anos 80 deu nessa gororoba atual, e o acesso da classe C aos carros populares nos últimos anos transformou o trânsito caótico de grandes cidades em algo insuportável, na internet não houve trauma algum de absorção dos novos internautas. Muito pelo contrário. Há lugar sobrando para muitos milhões mais.

*

Comentário: Como diria Paulo Henrique Amorim, "Bye, bye Serra 2010!".

Sábado, Outubro 10, 2009

SERRA E SUA OBRA MÁXIMA: "DELENDA EST SÃO PAULO"

Serra, o Vampiro dos Cárpatos, digo, do Palácio dos Bandeirantes, e seu partido conseguiram mais uma vez o feito inédito de arruinarem a economia do Estado. Essa "obra", ainda em andamento, vem sendo "realizada" há 14 anos.
Como exemplo, o Estado mais rico da nação (rico?) aguarda apreensiva a inauguração de mais 27 praças de pedágio em todo o estado. O que estrangulará de uma vez por todas a já combalida economia paulista ao encarecer mercadorias e serviços e levando às alturas o custo de vida já elevado de seus "conformados" cidadãos (o paulista típico tem uma noção no mínimo turva de cidadania!).
Agora, para piorar, pesquisa recente da respeitadíssima Fundação Getúlio Vargas mostra que a miséria aumentou em São Paulo, exatamente o contrário do que vem ocorrendo em todas as demais regiões do país.
Mais uma amostra candente do chamado "geito" tucano de governar.
"Eficiência" a toda prova!!!
Leiam a seguir o que foi publicado a esse respeito no blog
Consciência Politica:

*

Esse é o Serra, Péssimo administrador: Crise global afetou mais SP, diz FGV

A região metropolitana de São Paulo foi a que mais sofreu com a crise econômica entre as seis principais do País, de acordo com dados de pesquisa do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a única em que a miséria aumentou em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, com expansão de 5,91% da classe E. Na média das seis regiões, a miséria caiu 4,82%.

"São Paulo é a região metropolitana mais identificada com a indústria e o sistema financeiro, que foram os setores mais atingidos pela crise"", disse o economista-chefe do CPS, Marcelo Neri. "Em agosto do ano passado estávamos às vésperas da crise e, apesar disso, a miséria e a pobreza diminuíram no Brasil", afirmou, sobre o resultado nacional.

A pesquisa é baseada em análise de dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela mostra também que São Paulo teve em agosto o menor crescimento do conjunto de pessoas das classes de renda A, B e C, de 0,19%, entre as regiões no estudo. Nas demais, as classes alta e média tiveram aumentos bem maiores: Recife (6,05%); Salvador (5,11%); Porto Alegre (4,43%); Rio de Janeiro (1,55%) e Belo Horizonte (0,98%).

"São Paulo também tem poucos pobres, proporcionalmente, e acaba não sendo tão beneficiada por programas sociais para a pobreza como o Bolsa-Família quanto o Nordeste", disse Marcelo Neri.

A região metropolitana de São Paulo teve queda de renda média por habitante de 2,78% em agosto em relação a igual mês de 2008, passando de R$ 883,06 para R$ 858,48. Essa redução só não foi pior que a de 3,91% no Recife, enquanto a média de crescimento de renda per capita nas seis regiões foi de 1,56%.

Apesar desse aumento, a média das seis regiões ainda é inferior à de São Paulo em valor, totalizando R$ 662,15. Uma outra parte da pesquisa do CPS, baseada nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), também do IBGE, que considera as 27 capitais brasileiras, mostra que São Paulo caiu no ranking de mais alta renda domiciliar per capita. Saiu do quarto lugar entre 1997 e 1999, com R$ 952,82, para o oitavo, no período de 2005 a 2008, com R$ 891,58. Antes, esteve em sétimo lugar, entre 2001 e 2004, com R$ 816,40.

A capital com maior renda por habitante no período entre 2005 e 2008 é Florianópolis, com R$ 1.161,18. Em seguida vem Porto Alegre, com R$ 1.153,89; Vitória, com R$ 1.149,51; Brasília, com R$ 1.098,55, e Curitiba, com R$ 1.035,64. Ainda ficaram à frente de São Paulo, o Rio de Janeiro, com R$ 950,14, e Belo Horizonte, com R$ 941,60.Do blog Consciência Política

NÚMEROS

5,9% foi o aumentoda quantidade de miseráveis em São Paulo

4,8% foi a queda da miséria no resto do País

*
Comentário: Só não concordo com uma única afirmação do economista: "São Paulo (...) tem poucos pobres". Bem, não sei onde ele costuma andar! Mas a menos que ache que os pobres de São Paulo sejam mais ricos ou menos pobres do que os demais brasileiros na mesma condição, então vamos, digamos, relevar, para sermos elegantes com o nosso nobre acadêmico.
Se essa afirmação decorre de uma certa miopia ou de um tecnicismo exagerado, não sei!
Mas que é uma pesquisa séria e que deve ser levada em consideração, não há dúvida!
Agora só falta aos abutres travestidos de tucanos, seus sócios DEMOcretinos e os PIGuentos acusarem a FGV de petista!
Tenham dó!
Melhor, TENHAM UM POUCO DE VERGONHA NA CARA, por favor!!!!

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

ESSA VOCE NÃO LERÁ NO PIG: EUA SUSPENDEM VISTO DE PRESIDENTE INTERINO DE HONDURAS

Claudia Jardim

De Caracas para a BBC Brasil

A autoridade de Micheletti como presidente não é reconhecida pela comunidade internacional

Os Estados Unidos suspenderam o visto do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, de seu chanceler Carlos López e de 14 juízes da Suprema Corte de Justiça, em uma nova medida de pressão para levar à assinatura do acordo de San José, que prevê a restituição ao poder do presidente eleito Manuel Zelaya.

A medida foi anunciada pelo próprio Micheletti neste sábado, que disse ter sido informado pelo consulado dos Estados Unidos em Tegucigalpa, capital hondurenha.
"Recebi uma carta do consulado americano em Honduras, na qual me informam que suspenderam o visto de entrada nos EUA, em razão dos fatos de 28 de junho (quando Zelaya foi deposto), afirmou.
"Esta é uma mostra da pressão que o governo dos EUA exerce em nosso país", acrescentou.
Pressão econômica
Há pouco mais de um mês, Washington já havia suspendido o visto diplomático de alguns funcionários de governo interino, cuja legitimidade não é reconhecida pela comunidade internacional.
Dessa vez, porém, as autoridades norte-americanas, segundo Micheletti, suspenderam também seu visto de entrada como turista aos Estados Unidos.
Segundo o líder interino, a carta enviada pelo consulado americano, na qual informam a suspensão de seu visto foi dirigida ao presidente do Parlamento -cargo que Micheletti ocupava antes do derrocamento do governo eleito - e "não como presidente de Honduras", disse.
A medida se soma à decisão tomada na quinta-feira pela Casa Branca de suspender uma ajuda de US$11 milhões que seriam destinados a Honduras para o desenvolvimento de projetos de cooperação.
Na quarta-feira foi a vez do FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciar o congelamento de um crédito correspondente a US$ 164 milhões, ação que pode ser considerada como a pior sanção econômica aplicada ao governo liderado por Micheletti até agora.
Em resposta, o ex-parlamentar disse que a decisão dos EUA "não muda em nada minha situação porque não estou disposto a retroceder", afirmou. "Isso não vai mudar nosso pensamento, nossa mentalidade e nosso desejo de viver em democracia", disse.
As novas medidas de pressão dos Estados Unidos estão sendo vistas como uma "vitória, ainda que insuficiente", pela Frente de Resistência Contra o Golpe, que mantém mobilizações nas ruas das principais cidades do país, exigindo o retorno de Zelaya à Presidência.
Eleições
A direção da Frente rejeita a campanha eleitoral em curso para as eleições gerais de novembro, por considerar que não há "legitimidade e transparência" para a realização de um pleito democrático.
A Organização de Estados Americanos (OEA), Brasil e a maioria dos países da região advertiram que não reconhecerão o resultado das eleições, caso Zelaya não seja restituído.
O acordo de San José, rejeitado por Micheletti e seus aliados, prevê, entre outros pontos, o retorno de Zelaya à Presidência, a antecipação das eleições gerais agendadas para novembro e o abandono da proposta de consulta popular para convocar uma Assembléia Constituinte – medida que foi utilizada como argumento pela oposição para depor a Zelaya.

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

VIRTUDE X VÍCIO

Na foto acima, Hitler, o ex-fumante, discursa no Reichstag
*
O artigo a seguir foi publicado em O Estado de S. Paulo em 20 de julho de 2009
*

Denis Lerrer Rosenfield - O Estado SP

O Brasil tem vivido nos últimos anos, e particularmente nos últimos meses, uma invasão do que poderíamos chamar de politicamente correto. São Paulo encontra-se, agora, na iniciativa. Tal invasão vem acompanhada de uma série de medidas legais, sejam leis propriamente ditas, sejam atos administrativos como decretos, resoluções, portarias e instruções normativas que restringem cada vez mais a liberdade de escolha. O politicamente correto apresenta-se, então, como se fosse, moralmente falando, uma forma do bem que estaria enfrentando o mal, no caso, o mau comportamento. Tivemos, assim, uma avalancha de medidas contra o álcool e o fumo que são apresentadas como se fossem as expressões mesmas da virtude. Sua ampliação já é cogitada para vários alimentos considerados daninhos ao organismo, com diferentes graus de gorduras.

Importa ressaltar que o Estado patrocina essas medidas, impondo-as, de fato, aos cidadãos, como se pudesse arvorar-se em representante do bem, da virtude. O Estado arroga para si uma função que não deveria ser dele, pelo menos na perspectiva de cidadãos que exercem a sua liberdade de escolha, sendo, portanto, responsáveis por aquilo que fazem. O Estado termina por assumir uma função propriamente “ética”, ditando aos cidadãos o que deve ou não ser feito, sendo esse dever seguido de medidas jurídicas, tornando obrigatórios tais comportamentos, sob pena de multas e punições em geral.

Nada disso, no entanto, é muito novo. Embora seja normalmente atribuída a uma moda americana com origem nos anos 50-60 do século passado, a partir de pesquisas correlacionando o hábito do fumo, do álcool, de determinados alimentos e de radiações de aparelhos a certas doenças como câncer, cardiorrespiratórias e outras, sua origem remonta à Alemanha nazista. A ciência médica durante o nazismo não se caracterizou só pelas aberrações cometidas nos campos de concentração, na eugenia, na eliminação de “doentes”, do corpo e da alma, na discriminação racial, mas também por medidas que recomendavam - algumas obrigavam - aos cidadãos determinados comportamentos tidos pelos dirigentes nazistas como saudáveis para o corpo e a alma. Estava em questão aquilo mesmo que era considerado como devendo ser o bom alemão (sigo aqui o livro de Robert N. Proctor The Nazi War on Cancer, Princeton University Press, 1999).

Um slogan nazista utilizado sobretudo para os alimentos assim proclamava: “O seu corpo pertence à nação! O seu corpo pertence ao Führer! Você tem a obrigação de ser saudável! Alimento não é uma coisa privada.”

Ora, dentro dessa lógica, se o corpo do indivíduo pertence à nação, ele pertence a seu dirigente máximo, o Führer, que sabe, em sua onisciência, o que é melhor para todos os cidadãos. O Führer encarna a sabedoria; os cidadãos, a ignorância. A obrigação é a primeira de suas virtudes e a única forma que lhes é reservada de escapar do vício. A saúde do corpo deixa de ser algo individual, objeto de preocupação própria de cada um, e torna-se uma política de Estado, devendo ser simplesmente seguida.

A propaganda nazista não cessava de apregoar a virtude de seus dirigentes, ressaltando que Hitler era antitabagista, enquanto seus inimigos, como Churchill, Roosevelt e Stalin, eram adeptos do fumo, o primeiro, de charutos e os outros dois, de cigarros. Mussolini e Franco eram também não-fumantes. O Führer, ademais, era vegetariano, só comia carne em raras ocasiões, e tampouco bebia. Churchill, seu grande adversário, era renomado tomador de uísque e champanhe em grandes doses. E também não era adepto do vegetarianismo.

Na perspectiva nazista, assinalada em sua propaganda, Hitler era um homem virtuoso, que se dedicava a combater o vício, enquanto os seus adversários eram capitalistas ou comunistas degenerados, frutos de uma civilização decadente. Tratava-se, portanto, para ele, de fazer um resgate da virtude, em contraposição aos que se dedicavam ao vício. Em linguagem contemporânea, diríamos que Hitler era politicamente correto, enquanto os seus inimigos eram libertinos da pior espécie, não propriamente humanos. Eram os representantes dos sub-humanos, embora costumasse reservar mais propriamente essa expressão aos judeus, ciganos, homossexuais e comunistas.

É interessante observar que o álcool e o fumo são considerados enquanto doenças, na verdade, vícios civilizatórios de uma sociedade decadente, de um capitalismo corruptor do corpo e da alma, formas de expressão a serem banidas de um “estilo de vida liberal”. Ambos prejudicariam o desempenho no trabalho e a pureza do corpo, numa mistura de considerações sanitárias, trabalhistas, médicas e ideológicas. O tabaco, em particular, era tido como uma “praga”, uma “epidemia”, uma “bebedeira seca” e uma “masturbação do pulmão”. Também era considerado um “veneno”, uma forma do capitalismo (tobacco capitalism) e o “inimigo da paz mundial”. O ato de fumar era associado à depravação sexual, ao comunismo, ao judaísmo, à África e aos negros degenerados.

A palavra câncer funcionava como uma espécie de metáfora daquilo que deveria ser eliminado, seja um câncer de pulmão, provocado pelo fumo, sejam os judeus, que deveriam ser exterminados. A metáfora do câncer funcionava como um substituto do mal, que exigiria medidas públicas de saneamento, tanto podendo estas se traduzir por medidas raciais, pelo eugenismo, quanto por iniciativas tidas por de saúde pública. Em todo caso, surge, nessas diferentes modalidades, a ideia da criminalização: do alcoolista, do fumante, do judeu, do cigano e do homossexual. Alguns poderiam ser tratados, outros simplesmente eliminados. Um dos mais proeminentes médicos nazistas, Hans Auler, professor em Berlim, considerava o regime nazista como anticancerígeno: “É uma sorte para os pacientes alemães de câncer que o Terceiro Reich estivesse ele mesmo fundado na conservação da saúde alemã.”

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia
na UFRGS.

*
Comentário
O interessante é que Rosenfield é um direitista hidrófobo que se diverte em atacar Lula, o PT e a esquerda em geral através de artigos publicados em revistas, jornais e em entrevistas malucas dadas à rádio CBN, do Grupo Globo.
Mas aqui, reconheça-se, ele acertou em cheio!

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

LEI ANTIFUMO É NAZISTA!

Cartaz da campanha antifumo de Serra, o Último Ditador!
*
Entrou em vigor dia 7 de agosto a nova lei antifumo no Estado de São Paulo 1*.
Demagógica e eleitoreira, a lei visa BANIR os fumantes do convívio social. Não se trata, portanto, de uma questão de saúde pública. Isso é mero pretexto!
Pra quem não sabe, Serra é um ex-fumante inveterado. E nada pior do que um ex-fumante, ou seja, gente que apenas "parou de fumar"! Ainda mais quando estão no Poder!
Inconstitucional (existe Lei Federal que regula a matéria) e arbitrária, a lei agride também o sagrado Direito à Liberdade Individual. Pois essa lei permite a invasão do Estado na esfera privada dos cidadãos, atribuição que não cabe em nenhum Estado Democrático de Direito digno do nome.

*
Quais serão os próximos alvos de 'El Ditador'?
*
É assim que certas ditaduras começam!
*
Um pouco de história
Uma das primeiras leis do Estado Nazista de Adolf Hitler (1933-1945) a entrar em vigor na Alemanha foi, não por acaso, uma lei antifumo 2*. Segundo Robert N. Proctor, professor da Universidade da Pennsylvania, no livro The Nazi War On Cancer (1999), Hitler certa vez sugeriu que o movimento nazista não teria sido vitorioso na Alemanha se ele não tivesse parado de fumar (Como Serra, Hitler era um ex-fumante inveterado!).
O ideal nazista do corpo saudável e da pureza racial considerava o fumo como um elemento corruptor do corpo e da alma do povo alemão; uma das muitas conspirações do chamado "movimento judaico-bolchevique-capitalista internacional". Entenderam? Não é pra entender mesmo!!!
Parafraseando, "mens insana in corpore sano".
Os nazistas eram saudáveis de corpo mas doentes da cabeça, está mais do que claro! E deu no que deu!
É nessa lei que Serra, o Último Ditador, inspira-se!
*
Os próximos alvos
Se hoje são os fumantes os perseguidos por 'El Ditador', quem serão as vítimas de amanhã?
*
Testando hipóteses (ou, as próximas medidas serristas)
1. Veículos automotores com mais de 5 anos de uso serão proibidos de circular em áreas nobres e centrais da Capital e regiões metropolitanas (quer dizer, vão proibir as "carroças" dos pobres sob o pretexto da tal proteção ambiental!);
2. Obesos não poderão usar transporte coletivo, frequentar bancos, cinemas, teatros, bares, restaurantes, shoppings e demais locais onde há grande circulação de pessoas "normais";
3. O dispositivo supra também se aplicará aos idosos (que só "atravancam" a vida moderna!);
4. Bailes Funk, Forrós e Escolas de Samba serão proibidos de funcionar. Shows de Rock e Raves ficarão isentos dessa proibição (afinal, "nossos" jovens têm que se divertir!);
4. Pobres que trabalham nas áreas nobres e centrais da Capital e regiões metropolitanas estarão obrigados a portar um Passaporte Especial acompanhado da respectiva Carteira de Trabalho devidamente assinada pelo empregador. A emissão dos referidos passaportes ficará a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Empregados e subempregados que forem pegos sem os documentos acima mencionados, bem como aqueles que estiverem circulando fora do horário de trabalho, serão sumariamente recolhidos à Cadeia Pública;
5. Negros e nordestinos (que Serra já culpou pela má qualidade da educação pública paulista!) deverão ser confinados às favelas, periferias e Quilombolas. Negros e nordestinos não-pobres só serão admitidos no convívio social mediante Autorização Especial, documento também a ser emitido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo;
E assim por diante...
*
Absurdo? Não em se tratando desse 'El Ditador' nazi-paulista!
*
*1 . Estado hoje conhecido como a República das Bananas Paulista. Ou, melhor, a República dos Bananas, tamanha é a passividade nazi-bovina do paulista!
*2 . A lei antifumo serrista tem os mesmos dispositivos da lei nazista!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

CHANCELER DE HONDURAS FAZ DECLARAÇÃO RACISTA

Essa repercutiu até no PIG!
O chanceler do governo "de fato" de Honduras - mas "não de direito!", é sempre bom não esquecer! - , Enrique Ortez Colindres, referiu-se ontem, 7 de julho, ao presidente dos EUA, Barack Obama, como "esse negrinho que nem sabe onde fica Tegucigalpa".
A afirmação odiosa correu o mundo e foi veementemente criticada, forçando o chanceler a desculpar-se publicamente pouco depois. Tarde demais! O embaixador de Washington em Tegucigalpa, Hugo Llorens, declarou: "Tais comentários são profundamente ofensivos para o povo americano e para mim no âmbito pessoal. Estou chocado com esses comentários, que condeno fortemente".
Depois dessa, a posição do governo "de fato" mas "não de direito" de Honduras tornou-se absolutamente insustentável no âmbito internacional.
Tomara!
*
Veja o vídeo com a infeliz declaração do chanceler
*

Terça-feira, Julho 07, 2009

HONDURAS: POVO NAS RUAS DEFENDE DEMOCRACIA

Do Avante
*
O presidente de Honduras regressou ao país, 2 de julho, afrontando os militares que o destituíram no domingo, 28 de junho. Os golpistas não gozam de qualquer apoio internacional, e nas ruas milhares de hondurenhos enfrentam a repressão que se abate sobre quem defende a democracia e exige respeito pela vontade popular.
*
Numa mensagem televisiva transmitida pela TeleSur, Manuel Zelaya apelou aos militares para que se recusem a disparar contra o povo ao qual pertencem e regressem aos quartéis. Na comunicação, o legítimo presidente de Honduras pediu ao chefe dos golpistas que respeite a República e a vontade expressa nas eleições de 2005.
Em resposta, Roberto Micheletti, rosto de um golpe preparado pela oligarquia local e executado sob as ordens das cúpulas militares reacionárias, ameaçou prender Zelaya caso este concretize a intenção de regressar à Honduras. Micheletti defendeu a legitimidade da sua posição com os mandatos de captura emitidos pelo Supremo Tribunal e pela Procuradoria-Geral, órgãos que a direita golpista controla.
Durante a reunião extraordinária do Grupo do Rio, que decorreu segunda-feira, em Manágua, na Nicarágua, Zelaya anunciou para quinta-feira, 2 de julho, o seu regresso ao país. O presidente hondurenho aceitou a proposta do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, que se disponibilizou para o acompanhar na viagem, e convidou todos os chefes de Estado que o queiram igualmente fazer a estar presentes. "Não é uma ingerência nos assuntos internos do meu país. É o presidente de Honduras que vos convida", disse Zelaya na referida conferência.

Revolta popular

Para além de Insulza, a presidente da Argentina, Cristina Kirchener, e do Equador, Rafael Correa, anunciaram que vão desembarcar com o deposto presidente no regresso ao território. Mas, mais que os altos dignitários latino-americanos, Zelaya tem ao seu lado a esmagadora maioria do povo do seu país.
Desde segunda-feira, 29 de junho, que centenas de milhares de hondurenhos permanecem sublevados nas ruas de dezenas de cidades e localidades. Os populares responderam ao apelo das três centrais sindicais e de forças políticas e sociais que prontamente se opuseram ao golpe unindo-se à Frente de Resistência Popular. A FRP tem repetido apelos à manutenção da mobilização e ao desrespeito pelo toque de recolher obrigatório imposto pelo autoproclamado governo, o qual qualifica de "fascista".
Às corajosas movimentações de massas contra o golpe têm respondido Micheletti e os militares com o bloqueio informativo e violenta repressão. As emissões de rádio e televisão são alvo de censura. Algumas redações foram invadidas pelos militares. Só funcionam os canais privados favoráveis aos golpistas. A eletricidade e a Internet foram cortadas. Na capital, Tegucigalpa, pelo menos 135 pessoas ficaram feridas e pelo menos 345 já foram detidas durante os confrontos.
Na frente do palácio presidencial, pouco mais de 24 horas após o rapto de Zelaya, ocorreram os incidentes mais graves. Dezenas de milhares de hondurenhos cercaram o edifício protegido por batalhões do exército e tanques militares. Helicópteros sobrevoavam a multidão. A polícia e o exército reagiram brutalmente disparando tiros, granadas de gás lacrimogêneo e usando canhões de água. Em vão, a multidão, refeita, voltava ao protesto insistindo em bloquear as vias de acesso ao palácio, por onde os militares procuravam fazer chegar reforços para novamente reprimir os sublevados. Um caminhão militar atropelou um dos manifestantes. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu.
A deputada hondurenha eleita pela União Democrática, Silvia Ayala, disse aos repórteres da rádio venezuelana YVKE Mundial, citada pelo Tribuna Popular, que o presidente da Câmara da cidade de San Pedro Zula teve que abandonar o país depois de emitida uma ordem de captura contra ele. Ayala denunciou ainda a repressão que se abate sobre a população daquela cidade e sublinhou que os deputados que se opunham ao juramento de Roberto Micheletti nem sequer foram convocados para a sessão parlamentar, na qual o até agora presidente do parlamento foi empossado presidente da República. Para além dos deputados da oposição, dirigentes sindicais, sociais e políticos hondurenhos são perseguidos pelos militares com o fim de decapitar os quadros mais destacados da rebelião.
Não obstante, nas ruas de várias cidades hondurenhas como Trinidad, Santa Bárbara e Azacualpa, informa ainda o Tribuna Popular, os populares montaram barricadas e bloqueiam estradas resistindo como podem e demonstrando a força do movimento popular.

Passos do Golpe

Na semana que antecedeu o golpe de Estado em Honduras, o presidente Manuel Zelaya manteve contatos com as altas esferas judiciais, militares e com os setores políticos conservadores, representantes do capital nacional e internacional supostamente ameaçados pela aproximação de Honduras às forças que, na América Latina, promovem processos anti-imperialistas e de defesa da soberania nacional.
Zelaya pretendia realizar uma consulta popular sobre a instalação de uma Assembléia Constituinte no país. Os órgãos judiciais e o parlamento opuseram-se e procuraram impedir a realização do referendo. O presidente ordenou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Romeo Vázquez, que desse apoio logístico ao plebiscito, mas perante a recusa deste em cumprir a ordem, não só foi obrigado a chamar a população para resgatar as urnas e os boletins de voto, como se viu na contingência de exonerar Vásquez.
A destituição do general foi a gota de água para a direita, que na madrugada de domingo mandou 200 militares invadirem a residência presidencial. Entre tiros, arrombamentos, agressões e ameaças, Zelaya não sabe como escapou com vida, disse mais tarde relatando o sequestro.
Do seu quarto no palácio presidencial, Zelaya foi levado, ainda em pijama para a sede da Força Aérea e, dali, para San José da Costa Rica. Só quando o avião que transportava Zelaya estava prestes a aterrar é que o presidente da Costa Rica foi avisado. Aliás, importa dizer que a aeronave conduzida pelos golpistas atravessou, sem autorização, o espaço aéreo da Nicarágua.
Depois de deixarem Zelaya na Costa Rica, os golpistas organizaram uma sessão fantoche no parlamento hondurenho. Nela foi apresentada uma falsa carta de renúncia de Zelaya por motivos políticos e de saúde, e nomeado Roberto Micheletti para a presidência.

A Força da Unidade

Os 192 estados membros das Nações Unidas e a sua Assembleia Geral, a OEA, a UE e outras instituições regionais e internacionais e países de todos os continentes condenaram o golpe, sem exceção, fruto da pronta e decidida ação dos países membros da ALBA, sobretudo Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia. Estes, convocaram desde logo uma reunião extraordinária para a capital da Nicarágua – na qual decorreu posteriormente o encontro do Grupo do Rio – e ali receberam Manuel Zelaya. De Manágua, apelaram ao repúdio internacional, sem rodeios, para com o golpe, à defesa da legalidade constitucional e ao regresso de Zelaya ao cargo para o qual foi eleito pelo povo, defendendo, igualmente, o direito deste a reagir ao golpe pelo protesto e a luta.

Exemplo de coragem

Reagindo ao golpe contra a democracia nas Honduras, o embaixador de Cuba em Portugal, Jorge Castro Benitez considerou que esta foi uma campanha pensada pela oligarquia e inspirada pelos que sempre têm apoiado intentonas contra governos democraticamente eleitos na América Latina. A questão, referiu o diplomata cubano ouvido, segunda-feira, pelo Avante!, é que "desta vez equivocaram-se nos cálculos", sobretudo porque, com a ALBA e a correlação de forças favoráveis ao campo anti-imperialista, o subcontinente "não é mais o mesmo que obedecia servilmente aos EUA e aos seus interesses de domínio regional".
Se este golpe triunfasse, sublinhou Jorge Castro, "abrir-se-ia um precedente que poderia animar outras oligarquias nacionais noutros países latino-americanos", correndo-se o perigo de voltarmos décadas atrás, quando as ditaduras militares imperavam na América do Sul e no Caribe. Neste contexto, disse ainda, "não há lugar para meias tintas. Ou se está com a democracia, ou com o golpe fascista".
Nas declarações ao Avante!, o representante diplomático de Cuba em Lisboa contou ainda o episódio envolvendo o homólogo cubano em Honduras. Quando a ministra dos Negócios Estrangeiros, Patrícia Rodas, se apercebeu do golpe pediu imediatamente aos embaixadores de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua que a protegessem na sua residência.
Depois de terem chegado os diplomatas, um grupo de militares surgiu com o objetivo de levar Rodas, mas os representantes resistiram. Os embaixadores da Venezuela e da Nicarágua acabaram por ser afastados, mas o cubano Juan Carlos Hernández não cedeu apesar das agressões múltiplas. Os militares foram mesmo obrigados a arrastá-lo abraçado à ministra para dentro de um veículo militar. Só na base aérea onde os golpistas fariam partir Patricia Rodas rumo ao México é que os militares lograram quebrar a resistência de Hernández.
O embaixador cubano foi depois deixado pelos golpistas numa estrada, e foi com o auxílio de populares que regressou à embaixada de Cuba, onde, concluiu Jorge Castro Benitez, se mantém com toda a delegação cubana a postos para defender a democracia e o povo.
Sem dúvida um exemplo de coragem.
*
Atualização
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, foi recebido hoje, 7 de julho, pela Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que já avisou que não se encontraria com representantes dos golpistas que rumavam para Washington. Segundo o porta-voz da chancelaria americana, Ian Kelly, os EUA não reconhecem o governo golpista de Roberto Micheletti.
*
Comentário
A direita latino-americana ainda não entendeu que os tempos mudaram e a Casa Branca é hoje ocupada por um presidente que se pauta pela democracia e pelo respeito às leis, num recado claro de que golpes de Estado na América Latina não serão apoiados ou tolerados.